O empresário e investidor Lucas Nery, investigado por um suposto golpe financeiro que teria causado prejuízo estimado em R$ 500 milhões a cerca de mil pessoas em Porto Ferreira (SP), foi preso na segunda-feira (29), em Goiânia (GO). Ele estava foragido desde abril, quando teve a prisão decretada pela Justiça.
De acordo com as investigações, o esquema funcionava como uma pirâmide financeira. A Polícia Civil apura que Lucas Nery atraía investidores com a promessa de altos rendimentos por meio da compra antecipada de créditos trabalhistas e valores a receber da Justiça por preços reduzidos.
A suspeita é de que os recursos investidos pelas vítimas eram enviados para contas no exterior e convertidos em criptomoedas, dificultando o rastreamento do dinheiro.
Festa de luxo antecedeu fuga
Lucas Nery passou a ser considerado foragido no início deste ano, pouco depois de promover uma festa de luxo no interior de São Paulo, episódio que ganhou repercussão durante as investigações.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens, imóveis, contas bancárias e veículos ligados ao empresário.
Além dele, o pai de Lucas, o advogado Jorge Nery, já havia sido preso. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de ajudar a dar credibilidade ao esquema criminoso utilizando sindicatos supostamente falsos.
Defesa afirma que empresário ainda não foi condenado
Em nota enviada à imprensa, o advogado Antonio Lu Filho, responsável pela defesa de Lucas Nery, informou que tomou conhecimento do cumprimento do mandado de prisão preventiva nesta terça-feira (30).
A defesa ressaltou que o empresário ainda não foi condenado e afirmou que a Constituição Federal garante a presunção de inocência até o trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.
“O processo seguirá seu curso. A defesa dispõe de documentos, de argumentos e da versão integral de Lucas Nery, que será apresentada no momento e no lugar adequados: perante o juiz, com as garantias do contraditório e da ampla defesa. O caso não se encerra com esta prisão. Encerra-se quando uma sentença, fundada em provas e não em manchetes, for proferida com trânsito em julgado. E ainda estamos muito longe disso”, afirmou o advogado.



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