Uma professora de 70 anos registrou boletim de ocorrência após relatar ter sido agredida fisicamente e ameaçada pelos pais de um aluno dentro de uma escola técnica estadual em Santa Rita do Passa Quatro. O caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal e ameaça.
Segundo o boletim de ocorrência, os fatos aconteceram no dia 26 de maio, após um desentendimento envolvendo estudantes que chegaram atrasados para a primeira aula. De acordo com a docente, que atua há mais de 25 anos na instituição, quatro alunos permaneceram fora da sala após o horário de entrada e, por esse motivo, foram impedidos de participar da primeira aula, conforme as normas internas da escola.
Ainda segundo o relato, os estudantes foram autorizados a frequentar normalmente a aula seguinte. Durante a atividade, porém, o celular de um dos alunos tocou em sala de aula, o que resultou em um registro disciplinar interno, já que o uso do aparelho é proibido pela instituição.
Conforme consta no boletim, ao término da segunda aula, os pais do estudante entraram na sala em estado de exaltação. A mãe teria iniciado as agressões, desferindo socos, tapas e puxões de cabelo contra a professora.

A agressão só teria sido interrompida após a intervenção de outra docente e de alunos que estavam no local.
A vítima também afirmou à Polícia Civil que o pai do estudante fez ameaças de morte e teria dito que colocaria fogo em seu veículo. O documento registra ainda que ele desferiu um soco contra uma mesa da sala de aula, provocando a queda da CPU de um computador pertencente à escola.
Após o episódio, os envolvidos deixaram a unidade escolar antes da chegada da Polícia Militar, que havia sido acionada para atender a ocorrência.
A professora procurou atendimento médico na Santa Casa da cidade e foi submetida a exames. Laudos anexados ao procedimento apontam fratura no osso nasal direito com desalinhamento ósseo, além de outras alterações identificadas em exames de imagem realizados posteriormente.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que orientou a vítima sobre o prazo legal para eventual representação criminal contra os autores. As investigações seguem em andamento para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
O Jornal O Santarritense entrou em contato com o Centro Paula Souza para solicitar informações e um posicionamento oficial sobre o caso. Até a publicação desta reportagem, não havia recebido retorno. O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria e demais envolvidos.



Deixe o Seu Cometário